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Terapia de EMDR

O que é o EMDR?

EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) – Dessensibilização e Reprocessamento Através de Movimentos Oculares.

É um método revolucionário criado por Francine Shapiro, uma psicóloga americana que de uma forma absolutamente casual, enquanto passeava num parque ao observar as pessoas descobriu a importância dos movimentos oculares e posteriormente colocou em prática até revolucionar a psicologia criando o método EMDR.

Este método já foi testado em diversas problemáticas como: dependências, ansiedade, stress, depressão, dor, doenças do foro oncológico, dilemas, fobias, raiva, stress pós-traumático, problemas de desempenho (profissional, pessoal e académico), com óptimos resultados, principalmente nos casos de Stress pós-traumático, ansiedade, depressão e fobias.

“EMDR é a nova terapia especialmente útil para a transformação das lembranças traumáticas. De uma forma revolucionária ajuda a libertar a mente, o corpo e abrir o coração. É uma forma de ver a conduta disfuncional, quando se acredita que a sua origem está em incidentes traumáticos do passado. Quando estes são identificados de uma forma sábia e hábil, podem ser processados e integrados, o que resulta em condutas funcionais e apropriadas.
Parnell, L. (1997) Transforming Trauma: EMDR. New York: WW Norton & Co. p.39”

ASSOCIAÇÃO PSIQUIÁTRICA AMERICANA recomenda o EMDR como um dos principais métodos da actualidade para o tratamento de situações traumáticas. Novas aplicações do método têm se voltado para o tratamento de doenças psicossomáticas.

O referencial teórico da psicoterapia de processamento encontra respaldo em descobertas recentes no campo neuropsicológico, e os resultados clínicos são obtidos com rapidez. Estudos recentes indicam o sucesso e a manutenção das conquistas terapêuticas.

Como funciona o EMDR?

Este processo só poderá ser realizado através de um profissional devidamente capacitado e certificado pelo EMDR Institute, dos Estados Unidos da América. Utilizamos, além dos movimentos oculares, outras formas de estimulação bilateral, como a táctil e auditiva, que podem ser usados de forma isolada ou em conjunto (tudo depende de como o paciente se sente mais confortável). No entanto como em qualquer outra terapia é fundamental o conhecimento da história clínica do paciente, diagnóstico apropriado, desenvolvimento de uma relação terapêutica e empática e a devida preparação para o EMDR em conjunto com a psicoterapia.

O EMDR baseou-se nos Movimentos Oculares Rápidos durante o sono REM, pois segundo várias teorias é durante a etapa sono referida que revivemos e armazenamos todos os acontecimentos do dia. Assim, parece que o cérebro realiza uma espécie de revisão do dia de forma a arquivar e processar as lembranças no banco de memória cerebral. Mas quando experienciamos um acontecimento traumático, parece que o cérebro não é capaz de processar e o acontecimento permanece armazenado numa espécie de “nó neurológico”. Deste modo o EMDR vai ajudar o cérebro a desfazer o “nó”, procedendo ao devido arquivamento do acontecimento, tal como acontece com os acontecimentos normais do quotidiano. Desta forma os acontecimentos traumáticos perdem a carga negativa que lhes estava atribuída e algumas vezes recuperam lembranças positivas que estavam escondidas pelas negativas. Assim a sensação que a maioria das pessoas tem é que o acontecimento está finalmente no passado e que já não incomoda, mesmo quando se recordam dele. Como alguns pacientes dizem, “É como se não tivesse acontecido comigo…”, “ Parece que foi um filme que vi.”

É importante informar que o EMDR não é um tipo de hipnose, o cliente pode interromper os movimentos sempre que quiser. A Dra. Shapiro diz que “quando a informação é integrada de forma positiva e resolvida de forma adaptativa, sempre estará disponível para ser usada no futuro. O EMDR não tira nada que o cliente precise e nem lhe dá amnésia”. (Parnell, 1997:72).

Um princípio fundamental da terapia com EMDR é que a saúde básica existe dentro de nós e o que o EMDR faz é tirar o bloqueio causado pelas imagens, crenças e sensações corporais negativas e permitir que o estado normal (de saúde) da pessoa surja (Parnell, 1997:72)

Numa comunicação pública a Dra. Shapiro disse: “se o corpo humano tem a capacidade de se curar das feridas físicas com relativa rapidez, por que não a mente?”.

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